quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Quase aos trinta e cinco.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
A maldição Rodrigues ou só um dia extremamente ruim.
Tenho acreditado que as pessoas da minha geração, dentro da minha família, sofrem de uma espécie de maldição que não nos permite ser felizes ou, pelo menos, idealmente felizes.
Nenhum de nós teve um casamento feliz, até hoje. Ninguém construiu muita coisa, tipo casa, família com filhos, cachorro e jardins. Inclusive eu.
Tenho 34 anos, não tive filhos até agora, saí para um casamento fracassado e voltei para a casa de minha mãe, já que não pude sustentar sozinha minha própria casa. Não tenho o emprego dos sonhos e neste campo tudo parece nebuloso e muito difícil. Tenho quase dez anos de formada e não posso dizer que me sinto realizada.
Me sinto cansada e com medo. Medo porque começo a planejar uma nova vida, ao lado de um homem maravilhoso, a quem eu não sei se farei feliz. Medo de terminar arrastando esse homem para o centro da maldição e sermos os dois infelizes - sem filhos, sem casa com jardim e sem cachorro -para sempre.
Para quem me conhece pode parecer que esse post, tão negativo, nada tem a ver comigo, sempre tão positiva em relação à vida. E sou mesmo, não desisto fácil das coisas. Mas hoje me permito ficar triste. E não tentem colocar nome nisso. Não estou em depressão, não sofro de nenhuma síndrome e não, não preciso de terapia e nem acredito que isso seja solução para nenhum tipo problema. Também não vou tomar nenhum remédio para isso.
Só estou triste, e isso é absolutamente normal. Todo mundo fica triste as vezes. Apesar dessa cultura da felicidade superficial a qualquer preço, porque na TV todo mundo parece feliz, todo mundo tem a obrigação de ser feliz e se não parece, ao menos, um pouco feliz, está doente.
Aprendi que tristeza é uma coisa que dá e passa. Ainda bem, sempre passa.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Música de hoje: Adoração (Filipe Catto)
Isso é uma outra coisa, pra falar depois.
Pele que é pele não mente, não esconde, não dissimularia...
Quando bulling era só uma gozação.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Música de Hoje: Meu amigo, meu herói
Oh meu amigo, meu herói
Oh como dói saber que a ti também corrói
A dor da solidão
Oh meu amado, minha luz
Descansa tua mão cansada sobre a minha
Sobre a minha mão
A força do universo não te deixará
O lume das estrelas te alumiará
Na casa do meu coração pequeno
No quarto do meu coração menino
No canto do meu coração espero
Agasalhar-te a ilusão
Oh meu amigo, meu herói
Oh como dói
Oh como dói
(Gilberto Gil)
quarta-feira, 7 de março de 2012
Um pouco de poesia: Pablo Neruda - Assim que te quero.
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.
domingo, 4 de março de 2012
Outra história de amor a essa hora...
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Take your time ou o disco novo do Chico ou uma tarde chuvosa em Estocolmo.
Mas algo aconteceu nesta tarde fria e, ainda que reconheça que a obra não prima pela originalidade - já que pude reconhecer em muitas das canções referências a outras canções do próprio Chico - o disco é apaixonado, gostoso de ouvir, e tem um gingado brasileiro que fez logo meu andar, antes rígido de frio, tornar-se, de certa maneira, lânguido, sinuoso, por assim dizer.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Trocando em Miúdos
Essa é só uma das saudades que devem me acompanhar daqui por diante.
Por outro lado, uma vida nova e cheia de possibilidades me espera. "Ele" me espera, com o coração "spining like a cat".
Para hoje a noite, Chico Buarque para sentir, água termal para aliviar, relaxante muscular para descansar e uma taça de vinho para celebrar. Não necessariamente nessa mesma ordem.
Ou seria Chico Buarque para aliviar, relaxante muscular para sentir, água termal para celebrar e uma taça de vinho para descansar?
Whatever... Doesn´t matter.
Love you all...
domingo, 9 de outubro de 2011
O meu sumiço.
Mudei de casa, duas vezes. Só isso já era motivo suficiente para comprometer meu tempo e minha inspiração para escrever.
Voltei a trabalhar com advocacia, no mesmo escritório que trabalhava antes. Não fui feliz, novamente, permaneceram as mesmas insatisfações.
Conheci alguém muito especial e, por causa deste alguém, estou prestes a deixar a casa e o trabalho e mudar de país.
Ficaram tontos? Estou meio tonta até agora. Aliás, estes últimos meses foram de uma vertigem initerrupta.
Dia 01 de novembro embarcarei para a Suécia. Estou com medo e um frio na barriga que não passa. Mas ao mesmo tempo estou curiosa, ansiosa, excitada e, sobretudo, com saudade.
Não foi novidade para ninguém que me conhecia eu ter tomado essa decisão, eu sempre me guiei por esse meu coração selvagem.
Deixo vocês novamente, com uma música linda que resume os meus dias. Voltarei em breve para contar como está a vida lá no tempo frio e, espero, com o coração quente.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Amando em inglês - Meu encontro com o Coldplay.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Trinta e três invernos.
Acho que envelheci... Ou é a proximidade do inverno que sempre me deixa velha. Parece que o tempo não me passa em primaveras como aos demais, me passa em invernos.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Música de Hoje: O Quereres (Caetano Veloso)
Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro sou paixão
Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo queres não
E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem alta eu sou o chão
E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão
Onde queres família sou maluco, e onde queres romântico,burguês
Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres eunuco,garanhão
E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não vislumbro razão
Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres cowboy eu sou chinês
Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor
Onde queres o ato eu sou o espírito
e onde queres ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo
e onde buscas o anjo eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói
e onde queres tortura,mansidão
Onde queres o lar, revolução
e onde queres bandido eu sou o herói
Eu queria querer-te e amar o amor
construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação
tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
e vê só que cilada o amor me armou
E te quero e não queres como sou
não te quero e não queres como és
Onde queres comício, flipper vídeo
e onde queres romance, rock'nroll
Onde queres a lua eu sou o sol
onde a pura natura, o inceticídeo
E onde queres mistério eu sou a luz
Onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
e onde queres coqueiro eu sou obus
O quereres e o estares sempre a fim
do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
e eu querendo querer-te sem ter fim
E querendo te aprender o total do querer
que há e do que não há em mim
Sinais
terça-feira, 5 de abril de 2011
Apesar de...
Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita fui a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.”
C. Lispector in Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres.

