segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Lembranças e Sonhos


Hoje ouvi a música Trust Me, numa novela, nao sei quem cantava... Eu a conheci originalmente na voz de Janis Joplin e ouvi-la outra vez me remeteu diretamente à minha adolescência. Eu colocava Janis baixinho no toca fitas e cantava com um microfone, meu tio Zero (sim, esse nome por conta do recruta Zero!) me gravava cantando, minha mae achava lindo... Cantava Mercedes Benz... Boas lembranças...

Me sinto bem hoje... Preciso conquistar muitas coisas em minha vida. Um trabalho no qual me sinta reconhecida, um amor que me acompanhe, um filho, um jardim com grama bem verdinha... E hoje me sinto com força e vontade de conquistar tudo isso. Conquistar meus sonhos.

Nesse ano que só começa depois do Carnaval, tenho que agradecer aos amigos que tenho, a minha mae maravilhosa, aos olhos que abri para os amigos a quem eu dava mais do que recebia, aos amores que passaram e me fizeram o que eu sou.

Vou atrás agora do que está guardado pra mim... Tipo ovinhos da páscoa escondidos no jardim rs Outra lembrança de infância. Eles estao lá, só preciso ir buscar.


Música de Hoje: Trust Me

Trust Me
(Bobby Womack)
Trust in me, baby, give me time, gimme time, um gimme time.
I heard somebody say, oh, "The older the grape,
Sweeter the wine, sweeter the wine."
Oh, my love is like a seed, baby, just needs time to grow,
It's growing stronger day by day, yeah,
That's the price you've got to pay.
Trust in me, baby, give me time, gimme time, please, a littlemore time.
Takes a road runner just a little bit uh-longer, dear,
Oh, to make up my mind, I gotta make up my mind.
Oh, my love is like a seed, baby, just needs time to grow,
It's growing stronger day by day,
That's the price that we both got to pay.
I gotta know, know that I'm ready, oh ready to settle down,
'Cause I think too much of your loving, baby,
Yeah, I don't wanna mess your life around!
So if you love me like you tell me that you're doing, dear,
You shouldn't mind paying the price, any price, any price.
Love is supposed to be that special kind of thing,
Make anybody want to sacrifice.
Oh, my love is like a seed, baby, just needs time to grow,
It's growing stronger day by day,
That's the price we both gotta pay.
Trust in me baby, trust in me baby,
Trust in my love, in my heart.
Keep the faith, baby, keep the faith in me, dear, in my love.
Don't turn your face away from me, dear, oh you leave a lostgirl,
Oh, don't turn your love away, no no no no no no no,
You gotta believe in me, baby, yeah, trust me dear, oh...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Cada dia a vida espera mais de mim


E eu me sinto muito cansada para corresponder... A sensação eleita de hoje é essa: cansaço.

Como diria o poeta, cansada de correr na direção contrária, sem pódio de chegada ou beijo de namorada... E nao, hoje eu nao me sinto "o cara".

Penso que a expressao máxima do cansaço da alma é a falta de prazer em fazer as coisas... E me sinto assim, numa frigidez mental... frigidez da alma.

Acho que a solidão contribui um pouco para tudo isso... Sinceramente, eu nao me basto.

Tudo que eu queria era chegar em casa e ter alguém para segurar minha mao... Me perguntar como foi meu dia... E talvez eu nao estivesse aqui agora, escrevendo... Isso ainda me dá prazer... Talvez escrevesse sobre outra coisa.

Acho que nao sou diferente de ninguém, sou absolutamente ordinária neste aspecto.

Meu cachorrinho me olha curioso agora, sempre me olha assim quando eu choro. De certa forma, é ela quem "segura minha mao" quando eu chego em casa, com o amor genuinamente canino que me dedica há 8 anos. Minha companheirinha.

Me cansa também essa necessidade que me imponho de fazer tudo bem sempre. De ser sempre competente no trabalho, boa amiga, boa amante, boa filha, parecer linda. Nossa... é um esforço danado... Porque ninguém é isso tudo sem esforço, só porque nasceu assim.

Estou triste esta noite. Acho que é só isso, tristeza e solidão. E cansaço, do corpo e da alma.

Quero o prazer das pequenas coisas, pés descalços na areia... Água do mar lambendo as pernas. Corpo quente junto ao meu. Sabor doce. Amor.

Amor, no final é isso... All we need is love.







quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Música de Hoje: Medo de Amar - Vinicius de Moraes

Medo de amar
Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes

Vire essa folha do livro e se esqueça de mim
Finja que o amor acabou e se esqueça de mim
Você não compreendeu que o ciúme é um mal de raiz
E que ter medo de amar não faz ninguém feliz

Agora vá sua vida como você quer
Porém, não se surpreenda se uma outra mulher
Nascer de mim, como do deserto uma flor
E compreender que o ciúme é o perfume do amor

Vim ouvindo essa música hoje, com os pensamentos descritos no post anterior. Na voz de Ney Matogrosso, que a interpreta brilhantemente no CD Beijo Bandido, que eu já comentei aqui. Estou vibrando porque lí hoje que ele vem para um show nos dias 29 e 30 de janeiro. Estarei lá e contarei tudo para vocês.

Guima, o momento de ouvir sua canção, A Cor do Desejo, será super especial para mim.

Pensamentos a 120 km por hora...


Vou tirar você de mim.

Você que é quem faz do meu sorriso meio sorriso, um sorriso de Monalisa. E eu nunca fui meio sorriso, sou de sorriso inteiro, franco.

O azul que parecia vir de você nunca foi azul. É cor de chumbo, cor de prenúncio de tempestade, de temporal que vem para inundar a cidade e me faz sombra.

Eu sou luz, clareza de sentimentos. Tudo em você é obscuridade, escuridao que me impede de enxergar, que me impede de me ver.

Agora nao mais. Sempre sei o que nao quero. E nao quero você com um nao querer tao forte, tao violento, que é quase um amor a mim.

Hoje dirigindo na noite da cidade vazia a cem, cento e vinte, pensei o quanto é bom ser livre de você. O quanto é bom ser livre para nao fazer o que eu nao quero. Para nao aceitar você na minha vida. Para nao mergulhar neste azul de engano.

E há tanta luz por aí. Mesmo na noite escura, na cidade vazia, na pista livre como eu... Há tanta luz... Como diria a cançao - sempre a cançao, nao vivo sem música, essa sim tem o direito de ser indispensável - há tantas pessoas especiais...

Lembrei que uma amiga bem mais jovem que eu me disse que lê sempre o que escrevo e que ela e outra amiga se vêem muito no que escrevo. Leiam isso amigas: sejam livres para nao querer.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Clarice Lispector

Nao vim dizer muito hoje... Ainda nao consigo colocar em palavras o que sinto agora. Mas precisava postar essa frase de Clarice. Já falarei mais dela, e das palavras que deixou impressas em minha alma a cada livro seu que li. Agora só isso. Nao sou boba e aproveito, inclusive.

"Viver é eternamente tolerável, viver ocupa e distrai, viver faz rir. Viver é fazer, é fazer rir dos mistérios..." C. Lispector - O Ovo e a Galinha.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Novo Amor, Velho amor - Show de Roberto Carlos


Tudo em minha vida gira em torno da música. Como em um filme, ou em uma novela, em cada acontecimento gira um clipe musical em minha cabeça. Os estilos, ritmos, sonoridades, sao os mais diversos.

Ontem foi dia de repensar o Amor, ao som do Rei, Roberto Carlos.

Imagino que muita gente se encontre, em algum momento da vida, ainda que nao confesse, em muitas das letras das músicas cantadas pelo Roberto. Eu, intensa que sou, e sensível que estou, passo a confessar: pensei, nao sem algum ressentimento, no velho amor. E, ainda, nao sem alguma desconfiança, no novo amor que se apresenta.

O velho amor, que me recuso a tratar de "meu" velho amor - porque, apesar de passado, nao me pertence, nunca me pertenceu - surgiu desde os primeiros acordes, e me cortou feito faca amolada em Detalhes, tao pequenos de nós dois, coisas muito grandes pra esquecer... E sei que esses detalhes vao sumir na longa estrada do tempo que transforma todo amor em quase nada. Mas quase também é mais um detalhe, um grande amor nao vai morrer assim, por isso, de vez em quando, você vai lembrar de mim.

Sempre achei um barato o Rei dizer se alguem tocar seu corpo como eu, nao diga nada, nao va dizer meu nome sem querer,à pessoa errada. Acho que isso as vezes acontece, e vemos na moldura outro sorriso, e nos lembramos, nesse momento, nessa fraçao de segundos, só do que foi bom no amor que passou. Duvido que ela tenha tanto amor, e por isso você vai lembrar de mim. Mas ainda bem, passa.

Seguiu machucando, quando cantou Do fundo do meu coraçao, uma cançao magoada - como eu? - porque muitas vezes eu vi todo meu orgulho em suas maos, deslizar, se espatifar no chao, vi o meu amor tratado assim. E, do fundo do meu coraçao, tive vontade de dizer ao velho amor: basta agora o que você me fez, acabe com essa droga de uma vez, nao volte nunca mais pra mim.

Mudou o tom... E ao novo amor, Eu te proponho, porque nem tudo é dor, e é preciso saber viver. Proponho, mas como disse no início, nao sem uma certa desconfiança.

É tao difícil amar de novo. Me inquieta, me assusta, me desgoverna. Estava eu aqui, tranquila, de pé, curando as feridas, me fazendo de forte, e vem o amor outra vez... E, Falando sério - essa, infelizmente, nao estava no repertório do show - , você nao sabe, mas é que eu tenho cicatrizes que a vida fez, e tenho medo de fazer planos, te tentar e sofrer outra vez... Ainda nao encontro em seu corpo, depois do amor, o descanso, e nem paz infinita, ao contrário, me inquieto. Mas ainda assim, eu te proponho, nao dizer nada, seguirmos juntos a mesma estrada, que continua, depois do amor, ao amanhecer.

Me arrisco, porque acredito, pela fé que me faz otimista demais. Pensei inclusive em tatuar essa frase "na fé que me faz otimista demais", me traduz muito.

Porque quando dei de cara com o amor outra vez percebi que sao as mesmas emoçoes se repetindo e eu, sabedora de mim, sei tudo que o amor é capaz de me dar, eu sei já sofri, mas nao deixo de amar, se chorei ou se sorri, o importante é que emoçoes eu vivi.